Características do jornalismo na sociedade atual

Nos tempos atuais, fala- se muito sobre as novas tecnologias e sobre o impacto que elas causam em nossas vidas. A sociedade passou a ser uma sociedade altamente conectada, onde 4 entre 5 indivíduos possuem aparelhos eletrônicos. A comunicação está cada dia mais complexa e a informação está cada dia mais acessível. A internet está conectada a tudo, televisão, rádio, carros, escolas e praças públicas. A mídia eletrônica, a forma tradicional se diferencia, por exemplo, o jornal impresso, que ainda existe, porém é pouco utilizado hoje em dia. As redes sociais não se limitam mais ao relacionamento e ao entretenimento, mas sim, também servem como fonte de pesquisas e notícias. A pesquisa Brasileira de Mídia 2015 aponta que as pessoas gastam cerca de cinco horas do seu dia conectados – tempo superior gasto com a televisão – essas pessoas estão conectadas por meio de redes sociais. O mundo tornou-se conectado, e a necessidade da informação virou um hábito (vício). Isto faz com que as redes sociais tenham o poder de tornar uma mensagem em uma opinião formadora. Este cenário seria bastante positivo para o jornalismo, porém pesquisas apontam que apesar das pessoas procurarem as informações pela internet, ainda sim, possuem desconfiança sobre a mesma. Quem nunca viu uma notícia na internet e automaticamente procurou em outros meios de mídias para saber se aquilo era realmente verdade? Quantos assuntos abordados, como a morte de um artista famoso ou um fato polêmico que nunca aconteceu geraram conflitos nas redes sociais? As pessoas se sentem confusas em meio a tantas informações lançadas ou se enxergam parcialmente informados. Não são poucos os erros cometidos pelos veículos jornalísticos online.

imagem da internet

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Tudo isso implica- se na credibilidade do jornalista, porque, por mais que na nova geração aparatada pelos aparelhos tecnológicos, onde se é permitido que todos criem e transmitam tais informações. È a partir daí que pode se perceber a diferença entre os que possuem potencial para tal e aqueles que possuem os meios para isso. O jornalista é sobre tudo aquele que é capaz de transmitir a verdade através do seu conhecimento, tendo a imparcialidade como seu referencial, fazendo com que o leitor seja capaz de confiar e assim assumir sua posição sobre o assunto abordado. Em um recente artigo do El País, Daniel Verdu fala sobre a reformulação que o jornalismo vem passando para recuperar a conexão com seus leitores. Na visão dele, a reformulação é a melhor maneira para falar com o leitor, pois hoje, compartilhar uma notícia é mais importante do que consumi-la. Devido a isso, alguns veículos têm utilizado novos formatos na hora de publicar nas redes sociais. A partir disso o jornalismo precisa aprender a se mover com desenvoltura dentro das mídias sociais, averiguando informações recebidas para serem passadas, possibilitando então que o leitor sinta-se seguro para desenvolver seu senso crítico, como dito anteriormente. Com o Facebook e outras redes sociais proporcionando novos caminhos para o jornalismo, o público moderno não espera trabalhar duro para “encontrar” a notícia, elas vão ter que ir aos leitores.

Decorrentes dessas reformulações graças à internet surgiram inúmeras empresas de comunicação, inovando a forma de produzir e passar as informações, elas incluíram uma nova plataforma onde cada matéria é formada especialmente para dispositivos móveis e é diagramada verticalmente para telefones. São fornecidas notícias por jornais, revistas e canais de tv, como por exemplo, a MTV, CNN e National Geographic. Eles optam por utilizar algo mais direto e simples, como imagens coloridas, vídeos, listagem, algo que não prenda o tempo dos seus leitores e sim, prenda apenas a atenção.

Com isso os aplicativos caem no gosto popular, criando forças e tornando- se os queridinhos da nova Era. Você, como eu, não deve desgrudar deles. Comentar, compartilhar e curtir é um hábito que foi gerado pelo Facebook, sendo ele o aplicativo mais utilizado entre os internautas, Whatsapp e Youtube ficam logo atrás, segundo pesquisa.

E essas reformulações de mídia têm gerado vários outros aplicativos, dentre eles um que obtém grande sucesso, o Snapchat.

imagem da internet

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 Snapchat é um bom exemplo de rede social, sem contar que ele é totalmente multimídia, ele permite que os usuários troquem fotos e vídeos que permanecem visíveis por no máximo 10 segundos, depois disso, o filme ou imagem desaparece e não é possível revê-la novamente. Isto aborda de forma clara o futuro da comunicação. O aplicativo faz tanto sucesso que estimula-se que a sua rede de acesso troque mais de 700 milhões de fotos ao dia, dez vezes maior que o famoso Instagram. O serviço é intuitivo, pessoal, privativo e fácil de usar, considerando que os consumidores de notícias/informação de hoje são seletivos – indo de fonte para fonte e de dispositivo para outro, dando às organizações de notícias uma quantidade limitada de tempo para segurar sua atenção. Além disso, ele oferece outra plataforma chamada Discover, é uma mistura de portal de web com revista digital, disponibilizando uma série de “canais” para folhear e caso tenha o interesse ler ou ver o conteúdo sem deixar a rede social. Seu objetivo é replicar em notícias, um ambiente gráfico que as pessoas já estejam habituadas a ver nas mensagens de amigos.

imagem da internet

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Com isso, é possível observar as várias mudanças que as redes sócias provocam na sociedade, tanto no comportamento político do indivíduo, quanto no social. A comunicação tem trabalhado de uma forma individualista, exemplo maior disto: as famosas selfies. Há uma necessidade de ser exposto e assim reconhecido. São seletivos, em busca de coisas que lhe agradam, como o prazer material. Procuram afeto meio a curtidas e comentários, esquecem-se da essência da humanidade, do contato físico, da conservação das relações. A internet quebra as barreiras da distância e distancia os que estão próximos. Redes-SociaisPois o mundo todo se encontra conectado e ao mesmo tempo sozinho. “Quanto mais individualistas nos tornamos, mais temos necessidade dos outros”, afirma o sociólogo Marcello Barra. Devemos então entender que é necessário humanizar as relações, vivermos no meio termo. Como já dizia Aristóteles “A virtude se encontra no equilíbrio”.

Veja um vídeo que mostra um pouquinho da nossa realidade atual:

Os dispositivos móveis podem ser uma ameaça ou uma oportunidade. Por isso é necessário estar atento a tudo que surge nas redes. Como diz o ditado popular “nem tudo que reluz é ouro”. As mudanças são reais e necessárias para se encaixar nessa nova sociedade cibernética, é preciso que sejam geradas matérias de qualidade e conteúdo, este deve ser o ponto alto do novo jornalismo, caberá aos jornalistas, formadores de opinião, se adequarem a essa nova realidade.

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