As escolhas que fazem você

Em nenhum momento imaginei chegar tão longe, conquistar e aprender tantas coisas. O sonho do futuro acadêmico é um sonho que todos cultivam. Os pais de todas as gerações esperam proporcionar estudo e educação para os seus filhos, comigo não foi diferente. O sonho de ver sua filha “se tornar alguém” sempre motivou minha mãe, porém quando concluí o ensino médio aquilo não era possível devido à realidade em que estávamos inseridas.

Foi preciso que acontecessem diversas coisas e aspectos realmente negativos, para que eu pudesse entender que era a hora de recomeçar e buscar aquilo que meu coração desejava. Renascer e se “tornar alguém”, era o meu maior objetivo. Daí surgiu à questão, que tipo de pessoa eu gostaria de me tornar? O desejo do meu coração deveria falar mais alto?

Foi então que decidi cursar jornalismo. Junto à escolha, vieram às dúvidas e o medo, talvez não fosse aquilo que eu esperava.  Escutei diversas vezes “Mas você é tímida, como vai encarar as câmeras?” “Mas no interior não tem área” “Isso dá dinheiro?”. Resolvi arriscar, e ver se realmente era aquilo que desejava, não deixei ser comandada pelo medo. Afinal, sempre me identifiquei com o curso, apesar dos pesares.

Comecei os estudos em fevereiro de 2014, no Isca Faculdades, em Limeira. A ansiedade me comandava e a curiosidade por estar em uma faculdade, ainda mais sem conhecer ninguém. Estudar em outra cidade era necessidade, não opção. Tudo era novo, pessoas diferentes, cidade diferente, uma realidade diferente do ensino médio. O desejo de novo conhecimento e a sede do futuro eram tão grandes quanto ao medo.

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Sinceramente, estudar jornalismo é muito além do que eu imaginava. Os primeiros semestres foram aquilo: criar novos laços de amizades, se questionar sobre se era aquilo realmente que eu queria fazer, se dedicar inteiramente e quebrar a cara, se dedicar ainda mais para se superar e ver que aquilo gerou resultados, querer crescer cada dia mais.

Depois que me tornei uma universitária a minha vida não é a mesma, a faculdade me proporcionou uma explosão de sentimentos e sensações.  Nervosismo, ansiedade, angústia, insatisfação, cansaço e sono (principalmente sono, risos) se tornaram presentes na minha vida como estudante universitária. Há também os lados positivos, comecei a perceber que afloraram em mim o meu lado questionável e consciente, onde aprendi que tudo deve ser refletido e questionado. Que existem vários aspectos. Tudo é conhecimento, tudo é questionável. A área de humanas é uma eterna evolução. Agora posso afirmar que adquiri o senso crítico.

Não posso deixar de ressaltar também outro ponto positivo, nada disso seria possível se eu não tivesse comigo pessoas maravilhosas que hoje posso chamar de amigos, amigos que fazem a responsabilidade de “se tornar alguém” mais leve. Pessoas com personalidades totalmente diferentes, pensamentos opostos, gostos diferentes, buscando o mesmo objetivo que eu. Pessoas que apesar das diferenças, parecem estar na minha vida há anos, é como se eu já os conhecesse. É saber que você tem com quem contar em todos os momentos. É querer tê-los por perto sempre. E eu vou ser eternamente grata, por eles me permitirem participar desse grupo, um grupo meio torto e dos avessos, mas que fazem da minha vida, uma vida muito mais feliz.

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Hoje, cursando o 3ª semestre, estou contente com a evolução que obtive, espero aprender e evoluir cada dia mais. Tenho muito que aprender ainda, existe um mundo enorme lá fora que tenho o desejo de desvendar, mesmo sabendo que nem tudo são flores. Como jornalista, aprendi que é necessário que se mostre a verdade. É preciso que alguém exponha os que os olhos crus não enxergam, e tentar passar isso da melhor forma possível.

Sendo assim entendi que, como em todas as escolhas que resultam em algo, o jornalismo inserido em minha vida resultou em alguém muito mais coerente, que busca aprender e evoluir para poder passar aquilo que foi aprendido.

Existe uma frase de um livro (meio clichê, diga-se de passagem) que se chama: Se eu Ficar. Eu adoro essa frase, me identifico bastante, ela concluí e responde o porquê sobre eu escolher e amar essa profissão. “Às vezes você faz escolhas na vida e às vezes as escolhas fazem você”.

Com isso, o que me resta é aguardar os frutos que estou plantando, que seja breve a colheita!! Como já dizia Cazuza “Vida louca, vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve”.

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