As constantes mudanças

Através do vídeo “As diferentes faces do jornalismo”- com Bruno Figueiredo é possível identificar que, a maioria dos jornalistas escolhe a profissão com o interesse em interferir no mundo atual tentando transforma-lo em um mundo melhor. Onde os pilares do jornalismo é o compromisso com a verdade e o interesse público.

Porém, é possível observar que o jornalismo na vida real é totalmente oposto a aquela ideia empregada posteriormente, onde a base que sustenta o jornalismo é o lucro e a manutenção do poder. Tendo em vista que, os veículos de comunicação são usados como ferramentas, porque primeiramente eles são uma empresa, e como todas as empresas necessitam de lucros. Sendo meios midiáticos,a forma que encontram para obterem lucros é por anunciantes, que na grande maioria são as grandes empresas e o governo.

Então lança-se o seguinte questionamento: Como fiscalizar e entregar dados dos seus próprios anunciantes, sendo que a fiscalização de tais podem resultar no fim daquilo que os fazer gerar a notícia? Conclui-se então, que como não à interferência não háo compromisso com a verdade e nem com o público.

A ideia apresentada por Figueiredo mostra também a disputa por audiência e público. Onde há adequação de valores e filtragem de dados, ao ambiente do público alvo. E os profissionais acabam sendo prejudicados, sofrendo uma barragem do editor (o famoso gatekeeper), pois eles interferem nas pautas, possuindo o poder de dar a progressão a notícia, ou mata-las. O que acaba prejudicando a interação com o repórter e o público.

O público de uma forma em geral da muita credibilidade ao meio comunicacional, levam muito em conta o que se mostra nos veículos, acreditam que, o que se mostra ali é a realidade dos fatos. Sendo usados para formar uma visão e opinião, sem nenhum questionamento. Por outro lado, está sendo criado um novo cenário onde é possível se questionar e interagir, paralelo à mídia tradicional, por meio da internet.

A internet proporcionou novos veículos comunicacionais, mídias independentes e as redes sociais. Formas alternativas que permitem o relacionamento com a mídia, pois com elas há facilidade e praticidade aos conteúdos produzidos. Logo, foi observado que o perfil do público também foi mudado, onde a porcentagem de pessoas que aderiram a mídia digital está em constante crescimento.

Bruno Figueiredo aborda o “jornalismo cidadão” e o “midialivrismo”.Nele, ele mostra vídeos onde ele teve um confronto e a interferência da mídia tradicional, sendo responsável por pautar a mídia. Um desses vídeos se tornou capa dos grandes portais e jornais, com o fim de, mostrar e assumir ao público a realidade dos fatos. “Conseguimos fazer um comandante da PM de Brasília tomar um puxão de orelha ao vivo na rádio. Isso que são exemplos que eu ainda acho que são muito pequenos do que ainda podem ser feitos, então queria dizer, chamar a atenção para todo mundo que quer fazer jornalismo, que seja jornalista ou não; que a rede proporciona pra gente fazer um jornalismo de verdade, não um jornalismo de mercado, um jornalismo que a gente aprende na faculdade”. Concluiu Figueiredo.

Portanto, o vídeo aborda o novo perfil do jornalismo e a sua nova reformulação que está diretamente ligada à internet e seus derivados, e a forma em que ela facilita a interação com o público.

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